paz.
era todo o seu desejo por esses tempos. não a paz no mundo já tão batida e aclamada pela humanidade. queria a paz de espírito, paz para os espíritos, paz para o seu lar, paz na vida.
não bastassem trincheiras e bombadeios por aí afora. agora a guerra se instala ali ao seu lado. batalhas diárias são travadas da maneira mais cruel possível, no silêncio, no desprezo, na baixaria. não a baixaria de grandes escândalos, da estapeação alheia, mas a baixaria na espionagem, na sabotagem...
sentia que todos os ensinamentos que lhe deram na infância, hoje não vale de nada. está tudo no lixo, inválido, rasgado, picotado. nada mais faz sentido e nem sequer podem lhe cobrar qualquer vírgula. o castelo caiu.
um campo minado. todos os passos que possam ser dados, mesmo que calculados estão prestes a detonar uma bomba cronometrada. a cada hora o desprezo estava mais explícito, a cada dia a dúvida e a busca por um motivo lhe afligia.
o rancor em seu primor, era sua visão naquele ambiente. sentia que ali já não havia paz, já não havia amor, apenas um jogo de gato e rato. abusos diversos, desconfiança acima de tudo. para aquele lugar não queria voltar, por mais que ali fosse sua casa. sabe-se lá porque e quais os fatos que transformaram harmonia em ódio, sim ódio, pois não existe meio termo entre o amor e o ódio. ou se ama, ou se odeia e as cenas vivenciadas fazem crer na segunda opção.
indiferença é o pior dos sentimentos, talvez não para quem sinta, mas para quem sofra. ali todos sofriam com isso, direta ou indiretamente.
apenas se tenta cruzar a fronteira, para ter a paz. como via naquelas fotos de antigamente, no passado cada vez mais distante de tudo e de todos a sua volta...
em fotos de antigamente, guardadas naquelas caixas empoeiradas.
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Um comentário:
depois você reclama que eu que escrevo com raiva. se foi você mesmo que escreveu esse texto, tem algo MUITO diferente acontecendo.
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