a sensação era de que os dias estavam se repetindo. fatos, histórias, contos, situações, olhares, sonhos... todos eles, aqueles que pareciam não existir mais voltaram à tona.
do futuro ela já não mais planejava, do presente ela se entorpecia, do passado... irritantemente ela desejava a volta.
e foi assim, num piscar de olhos que a serena calmaria se transformou num turbilhão de sentimentos apagados, confusos e desesperados. desespero para entender os porques sejam eles gramaticalmente corretamente dispostos ou não, desespero para ter de novo a felicidade em mãos.
a felicidade, algo abstrato que se faz primordial na vida da humanidade. um invisível que é invariavelmente caçado por pessoas aflitas por estar bem, causando a tristeza de outros em alguns momentos, mas garantindo a si um sorriso de canto e um brilho nos olhos impagável.
ela sentia na memória esse sentimento de felicidade e se perguntava se aquilo era realmente o que ela imaginava. hoje, sua vida seguia em rumos certos, tranquilos e suas decisões eram sabiamente bem dispostas, mas algo naquele tempo que ficou pra trás lhe fazia querer um reprise.
a agonia sufocante por uma resposta, lhe persegue pelos dias. sua vida, é sim como imaginava, talvez com cores não tão vibrantes, com emoções que não dariam um bom roteiro em hollywood, mas ela sabe que nos dias atuais sentimentos negativos não envolvem sua rotina, embora torça e muito para que o sol seja radiante e as estrelas brilhem como um dia brilharam no alto de um prédio, numa loucura de amor.
amor, ingrediente que não existe em sua prateleira ultimamente.
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Um comentário:
the trick is to keep breathing
ou keep walking, como diria o provérbio de bar
no fundo de qual copo está a sua verdade?
"meu coração é um porta-aviões, perdido no mar esperando alguém pousar"
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