as coisas têm mudado, mas continuam sempre as mesmas, como um ciclo...
a aparência de que os dias são mais demorados volta no ar, às vezes isso irrita. irrita por saber que nada pode ser feito para mudar. mas ainda sim, parece ser menos cruel como antes.
há novidades, mas elas aparecem recheadas de velhas dúvidas e situações constrangedoras.
notícias são dadas a todo tempo e nelas nada que possa transformar verdadeiramente a semana, a minha vida e a sua vida continuam separadas e o que mais quero saber é o que é, ou quem é você que se esconde assim maliciosamente.
a sensação de perda, por mais que não me afete diretamente, fez pensar bastante sobre o ser.
a dúvida não existencial, mas sim de existência. até quando podemos existir e até onde podemos ir, fazer ou acontecer? penso, repenso, deixo de lado e volto a pensar...
palavras ditas por alguém que nunca vi, mas que deixou um legado que hoje se propaga por aí por modismo talvez, mas que propaga e é esse o intuito da vida, propagar seja como for, para que for... palavras que suponho ter surtido efeito contraditório em minha mente, mas que suponho ser benéfico.
existir até que ponto, para qual sentido.
seja lá como viemos todos parar aqui, essa não é uma viagem de fim de semana. longos dias, horas estáticas ou até mesmo passagens rápidas de situações inesperadas, nada deve ser feito por assim fazer. em tudo existe sentido, e mais do que nunca isso me martela na mente....
motivos.
segunda-feira, novembro 27, 2006
e é assim...
eu pensei em estar aí, aí onde posso querer estar a qualquer hora que a imaginação simplesmente indagar.
pq aqui e não aí, do seu lado, mesmo não sabendo em que lado e para que poderia estar?
aqui os dias são corridos, tão corridos que quando posso mal consigo imaginar motivos para ainda seguir assim...
loucura poder num piscar de olhos, conhecer o novo e ainda assim continuar como desconhecido. passear calmamente, precisando cada detalhe de um lugar diferente que te faça sonhar, mesmo que acordado.
entre nuvens ver tudo como uma maquete, como uma brincadeira de lego em que se constrói castelos inatingíveis num mundo onde é praticamente impossível não ser feliz.
pq aqui e não aí, do seu lado, mesmo não sabendo em que lado e para que poderia estar?
aqui os dias são corridos, tão corridos que quando posso mal consigo imaginar motivos para ainda seguir assim...
loucura poder num piscar de olhos, conhecer o novo e ainda assim continuar como desconhecido. passear calmamente, precisando cada detalhe de um lugar diferente que te faça sonhar, mesmo que acordado.
entre nuvens ver tudo como uma maquete, como uma brincadeira de lego em que se constrói castelos inatingíveis num mundo onde é praticamente impossível não ser feliz.
quinta-feira, novembro 09, 2006
sem explicação
naquele quarto haviam pedaços de você, cada objeto me fazia lembrar de seus gestos, suas frases feitas, sua mania de querer saber de mais.
seus gostos impressos no lixo transbordando. o papel azul do chocolate preferido, papéis rasgados de idéias confusas, latinhas das bebidas que lhe faziam gosto...
eu como um detetive, analisava cada evidência para tentar enteder os motivos, seguir pistas, desvendar o mistério que envolvia você.
o dia em que você desapareceu, não havia tristeza alguma no ar. a noite juntos tinha sido perfeita, nos mínimos detalhes, nas frases feitas clichês que sempre cabiam bem em todas as horas, as flores, as danças, os flertes... nada, absolutamente nada era motivo de discussão e queixa. apenas sorrisos singelos, gargalhadas estrondosas, gemidos e sussurros...
tudo parecia ainda estar lá, assim como parecia que você estava apenas no chuveiro, a ducha entreaberta deixava cair algumas gotas d'água... nada de você, você em nenhum lugar, apenas fragmentos sem explicação....
seus gostos impressos no lixo transbordando. o papel azul do chocolate preferido, papéis rasgados de idéias confusas, latinhas das bebidas que lhe faziam gosto...
eu como um detetive, analisava cada evidência para tentar enteder os motivos, seguir pistas, desvendar o mistério que envolvia você.
o dia em que você desapareceu, não havia tristeza alguma no ar. a noite juntos tinha sido perfeita, nos mínimos detalhes, nas frases feitas clichês que sempre cabiam bem em todas as horas, as flores, as danças, os flertes... nada, absolutamente nada era motivo de discussão e queixa. apenas sorrisos singelos, gargalhadas estrondosas, gemidos e sussurros...
tudo parecia ainda estar lá, assim como parecia que você estava apenas no chuveiro, a ducha entreaberta deixava cair algumas gotas d'água... nada de você, você em nenhum lugar, apenas fragmentos sem explicação....
quarta-feira, novembro 08, 2006
cabeçum latium
Cabeça (ê) [Do lat. capita.] S.f. 1. Parte superior do corpo dos animais bípades e a anterior de outros animais... 4. Prudência, juízo,tino... 5. Inteligência, talento...6. Lembrança, memória...7.Raciocínio, elucubração, imaginação... 9. Pessoa ou animal considerado como unidade... 12. ... 18. ... 22. ... 25. ...
Já pegou um dicionário e foi ver o quão denominada é essa palavra?Pois bem, então o faça.
Cabeça, caixola... Denominada como parte qualquer de um corpo vão, corpo sedento não significa cabeça estática.
Cabeça que até quando em repouso está em movimento, sonhos afinal brotam de onde?Pequena caixa, dura, encoberta, por dentro depósito de idéias.
Local primordial da existência de um ser, coração pulsando a mil dependendo de uma mente estagnada é caso perdido. Jogue fora um bilhão de músculos, tecidos, veias, órgãos se a cabeça já não responde.
De onde vem toda a denominação se você é ou não um ser "normal". Se seus preceitos são ou não bem avaliados por quem jura ter a "cabeça no lugar". Em caso de loucuras arrependidas, basta dizer não sei onde estava com a cabeça... Pronto! Mais uma prova de que ela é sua dona.
Cabeça que guarda seus conhecimentos, dos mais vãos aos mais concretos. Tome uma pancada na cabeça e apenas pense em esquecer tudo aquilo, ou apenas parte do que está lá guardado. Caixa preta do ser humano, cofre do saber. Resgate dos fatos tão longínquos...Neurônios, estímulos, combinações químicas invisíveis capazes de fazer brotar loucuras. Fórmulas mágicas, palavras sensatas, dizeres apaixonantes... Tudo por conta de uma tal cabeça que insiste em trabalhar em ritmo frenético.
Chama-se cabeça daquela que muito ou pouco pensa, o cabeça, a cabeça,tantas outras cabeças...Dentro da sua, da minha, de todos... Milhões de pensamentos como trabalhadores escravos, sem um minuto de descanso, por puro prazer é claro.
Sua mente, por tanta gente julgada assim tão inoperante, pulsando vida, jorrando sonhos, anciando esperança...
28/04/05
¨guardado aqui pra não perder mais
Já pegou um dicionário e foi ver o quão denominada é essa palavra?Pois bem, então o faça.
Cabeça, caixola... Denominada como parte qualquer de um corpo vão, corpo sedento não significa cabeça estática.
Cabeça que até quando em repouso está em movimento, sonhos afinal brotam de onde?Pequena caixa, dura, encoberta, por dentro depósito de idéias.
Local primordial da existência de um ser, coração pulsando a mil dependendo de uma mente estagnada é caso perdido. Jogue fora um bilhão de músculos, tecidos, veias, órgãos se a cabeça já não responde.
De onde vem toda a denominação se você é ou não um ser "normal". Se seus preceitos são ou não bem avaliados por quem jura ter a "cabeça no lugar". Em caso de loucuras arrependidas, basta dizer não sei onde estava com a cabeça... Pronto! Mais uma prova de que ela é sua dona.
Cabeça que guarda seus conhecimentos, dos mais vãos aos mais concretos. Tome uma pancada na cabeça e apenas pense em esquecer tudo aquilo, ou apenas parte do que está lá guardado. Caixa preta do ser humano, cofre do saber. Resgate dos fatos tão longínquos...Neurônios, estímulos, combinações químicas invisíveis capazes de fazer brotar loucuras. Fórmulas mágicas, palavras sensatas, dizeres apaixonantes... Tudo por conta de uma tal cabeça que insiste em trabalhar em ritmo frenético.
Chama-se cabeça daquela que muito ou pouco pensa, o cabeça, a cabeça,tantas outras cabeças...Dentro da sua, da minha, de todos... Milhões de pensamentos como trabalhadores escravos, sem um minuto de descanso, por puro prazer é claro.
Sua mente, por tanta gente julgada assim tão inoperante, pulsando vida, jorrando sonhos, anciando esperança...
28/04/05
¨guardado aqui pra não perder mais
nossa última garrafa
quando tomarmos aquele vinho que nos prometemos há um bom tempo, aí sim tudo seria como imaginei.
você chega em meu apartamento pequeno, esprimido e cheio de lembranças de viagens, trazendo a garrafa que me prometeu quando nos conhecemos. na sala, um tapete felpudo, algumas almofadas, velas iluminam e dão um ar de fascinação, a trilha sonora é aquela que sempre comentávamos durante as conversas intermináveis por telefone.
não acredito que finalmente, finalmente estamos juntos. mesmo que juntos apenas num mesmo ambiente, nossas almas ainda parecem perdidas, em desacerto diante de tanta euforia contida.
a noite é longa, uma garrafa só é pouco para tanta coisa. saímos rumo ao supermercado lá nos abastecemos de novas garrafas, queijos e salaminhos. sempre que via um casal com esses ingredientes na cestinha, na hora do caixa, me batia uma invejinha agradável. logo imaginava qual seria a ocasião que aqueles produtos seriam usufruídos... e agora lá estávamos nós, não como um casal de apaixonados, mas como um casal disposto a encarar o novo. será que alguém ali naquela fila nos analisava e imaginava toda nossa história?
as horas voavam, eu nem notei que era dia. quando você me chamou na varanda para ver o sol nascer, não pude acreditar que já raiva um novo dia... tudo passou tão rápido, mas essencial para ser o que bastava para nós. na varanda, um café, um suco de laranja e toda a correria dos carros não parecia influir em nada em nossa estática.
assim foi e continua sendo até hoje, o último dia de nossas vidas. no fim de uma tradicional garrafa de vinho, se foi também nosso nascer do sol de cada dia. se foi a nossa vida como uma, você se foi e me fez ficar aqui, olhando esse céu sem estrelas, essa casa sem alegria, essa noite sem som...
você chega em meu apartamento pequeno, esprimido e cheio de lembranças de viagens, trazendo a garrafa que me prometeu quando nos conhecemos. na sala, um tapete felpudo, algumas almofadas, velas iluminam e dão um ar de fascinação, a trilha sonora é aquela que sempre comentávamos durante as conversas intermináveis por telefone.
não acredito que finalmente, finalmente estamos juntos. mesmo que juntos apenas num mesmo ambiente, nossas almas ainda parecem perdidas, em desacerto diante de tanta euforia contida.
a noite é longa, uma garrafa só é pouco para tanta coisa. saímos rumo ao supermercado lá nos abastecemos de novas garrafas, queijos e salaminhos. sempre que via um casal com esses ingredientes na cestinha, na hora do caixa, me batia uma invejinha agradável. logo imaginava qual seria a ocasião que aqueles produtos seriam usufruídos... e agora lá estávamos nós, não como um casal de apaixonados, mas como um casal disposto a encarar o novo. será que alguém ali naquela fila nos analisava e imaginava toda nossa história?
as horas voavam, eu nem notei que era dia. quando você me chamou na varanda para ver o sol nascer, não pude acreditar que já raiva um novo dia... tudo passou tão rápido, mas essencial para ser o que bastava para nós. na varanda, um café, um suco de laranja e toda a correria dos carros não parecia influir em nada em nossa estática.
assim foi e continua sendo até hoje, o último dia de nossas vidas. no fim de uma tradicional garrafa de vinho, se foi também nosso nascer do sol de cada dia. se foi a nossa vida como uma, você se foi e me fez ficar aqui, olhando esse céu sem estrelas, essa casa sem alegria, essa noite sem som...
domingo, novembro 05, 2006
quem sabe um dia...
os dias sem você já não são os mesmos.
as piadas que já não tinham sem graça, hoje se tornam patéticas. tudo bem eu até ria delas, mas hoje, especialmente, hoje, quando completam meses que você me deu um beijo na testa e disse precisar ir, elas se tornam ainda mais idiotas.
o que faz a vida esse vai e volta sem descanso? porque a história com os outros é sempre mais bonita, com uma trilha sonora perfeita e a fotografia digna de oscar?
oscilar entre o alegre e o triste não nos faz pessoas maduras, e sim sofridas. sofrer de amor é algo que nenhum de nós tem como fugir, mas tem como evitar. então porque não evitamos. sem nos evitar, é claro... será tão difícil assim seguir alguma coisa que parecia tão real?
é... sempre falo demais e tomo atitudes inesperadas quando bebo. ainda mais quando estou perto de você. mas é só pra que me note, que me repare. não acredito que nos passamos desapercebidos um pelo outro, é puro teatro. mas não faz sentido quando a trama não tem platéia. somos eu e você apenas, prestes a encenar um enredo do qual o clímax fica a nosso bem querer. seria tão difícil assim?
de fato, penso em você sempre que estou só. ultimamente estar só tem sido constância em meus dias. só comigo e minhas idéias, tento entender pelo menos um pouco de tudo que passou.
não temo uma conversa a pratos limpos, temo apenas nunca poder saber que isso irá acontecer.
você está em mim e por mais que lute, isso não muda assim só com a força do pensamento.
quem sabe um dia....
as piadas que já não tinham sem graça, hoje se tornam patéticas. tudo bem eu até ria delas, mas hoje, especialmente, hoje, quando completam meses que você me deu um beijo na testa e disse precisar ir, elas se tornam ainda mais idiotas.
o que faz a vida esse vai e volta sem descanso? porque a história com os outros é sempre mais bonita, com uma trilha sonora perfeita e a fotografia digna de oscar?
oscilar entre o alegre e o triste não nos faz pessoas maduras, e sim sofridas. sofrer de amor é algo que nenhum de nós tem como fugir, mas tem como evitar. então porque não evitamos. sem nos evitar, é claro... será tão difícil assim seguir alguma coisa que parecia tão real?
é... sempre falo demais e tomo atitudes inesperadas quando bebo. ainda mais quando estou perto de você. mas é só pra que me note, que me repare. não acredito que nos passamos desapercebidos um pelo outro, é puro teatro. mas não faz sentido quando a trama não tem platéia. somos eu e você apenas, prestes a encenar um enredo do qual o clímax fica a nosso bem querer. seria tão difícil assim?
de fato, penso em você sempre que estou só. ultimamente estar só tem sido constância em meus dias. só comigo e minhas idéias, tento entender pelo menos um pouco de tudo que passou.
não temo uma conversa a pratos limpos, temo apenas nunca poder saber que isso irá acontecer.
você está em mim e por mais que lute, isso não muda assim só com a força do pensamento.
quem sabe um dia....
vida é morte severina
sabe o que é?
é que na verdade mesmo, ninguém sabe com qual finalidade veio a este mundo.
às vezes penso que tenha sido apenas pra acupar espaço, já que nenhuma invenção revulocionária brota de mentes assim como as aneisras insistem em aparecer.
tem gente que faz a diferença, tem gente que simplesmente é diferente. e qual seria a distinção desses dois? sabe-se lá...
já estamos em novembro e o que você fez de proveitoso na vida nesses quase trezentos e sessenta dias? nada! averiguando bem nada é a resposta. você trabalha, paga seus impostos por boa parte desses meses, cobre cheques, anula faturas, segue semestres por obrigação e nada de relevante é posto em destaque.
pensando bem, o seu diploma é um feito? não! é apenas mais um pedaço de papel que pode ir para a parede, ou pode apenas provar aos outros que você é capaz disso ou aquilo. lembra quando seus pais diziam da importância de um segundo grau? é... quando você cumpriu com a obrigação de o terminar ele já não valia tanta coisa assim. sua graduação hoje, o faz um cadinho mais classificado mas não o difere muito.
não eu não sou hippie, muito menos pretendo ser. não prego a sociedade alternativa e muito menos me adaptaria em uma. o problema é que somos apenas mais um nesse mundão véio sem porteira. só não queremos exergar a realidade. como sempre... é mais fácil ludibriar a vida e suas crueldades.
a vida é feliz sim, enquanto nos enganamos com ela. na verdade, a vida é a morte pronta pra dar o bote. engana-se quem se fere com essas palavras...
é que na verdade mesmo, ninguém sabe com qual finalidade veio a este mundo.
às vezes penso que tenha sido apenas pra acupar espaço, já que nenhuma invenção revulocionária brota de mentes assim como as aneisras insistem em aparecer.
tem gente que faz a diferença, tem gente que simplesmente é diferente. e qual seria a distinção desses dois? sabe-se lá...
já estamos em novembro e o que você fez de proveitoso na vida nesses quase trezentos e sessenta dias? nada! averiguando bem nada é a resposta. você trabalha, paga seus impostos por boa parte desses meses, cobre cheques, anula faturas, segue semestres por obrigação e nada de relevante é posto em destaque.
pensando bem, o seu diploma é um feito? não! é apenas mais um pedaço de papel que pode ir para a parede, ou pode apenas provar aos outros que você é capaz disso ou aquilo. lembra quando seus pais diziam da importância de um segundo grau? é... quando você cumpriu com a obrigação de o terminar ele já não valia tanta coisa assim. sua graduação hoje, o faz um cadinho mais classificado mas não o difere muito.
não eu não sou hippie, muito menos pretendo ser. não prego a sociedade alternativa e muito menos me adaptaria em uma. o problema é que somos apenas mais um nesse mundão véio sem porteira. só não queremos exergar a realidade. como sempre... é mais fácil ludibriar a vida e suas crueldades.
a vida é feliz sim, enquanto nos enganamos com ela. na verdade, a vida é a morte pronta pra dar o bote. engana-se quem se fere com essas palavras...
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