antigamente era uma sala, pequena e estreita somente com duas mesas e dois computadores em cima, um armário e duas janelas. nela as oito horas da jornada de trabalho passavam suavemente, mesmo que às vezes lenta demais para a pressa de se continuar o dia com outras atividades. o clima era ameno, as conversas eram diversas, sem receios nem preconceitos.
um dia, tudo mudou. havia uma nova pessoa nesse setor que por acasos da rotina tornou-se a maioral. a sala aumentou poucos metros e agora eram quatro mesas e quatro computadores. em pouco tempo, essas outras duas mesas já estavam ocupadas. no começo o clima era o mesmo, o mesmo não, parecido. ameno e parcialmente agradável. com os dias a percepção de que não somente a aparência física da sala mudou. os três novos integrantes desse pequeno quadrado de concreto eram diferentes, muito diferentes.
o observação alheia sempre foi uma constante e com isso a descoberta de que novos tempos, de fato, se aproximaram.
uma pessoa fazia questão de sempre, ao chegar, armar um sorriso largo e nítidamente forçado, que ela julgava contagiar ou até mesmo enganar os outros. engraçado era que aquilo parecia nunca enganar, desde o princípio de toda a transição. o sarcasmo era elemento constante, a mania de resmungar palavras soltas em voz alta também, as piadinhas com os outros e dos outros não fugiam à regra. percebia-se uma vontade, enorme, de sempre estar no topo, em destaque. um pé atrás, sempre era a recomendação.
outra havia chegado um pouco depois. parecia-se muito com a anterior. mas existem itens a acrescentar: mal humor nítido, prepotência e um olhar dilacerador ao modo de vestir alheio. não se sabia ao certo a que "ala" pertencia, causando um certo mistério e até deixando por opção a distância.
a terceira era praticamente um peso morto. não falava e quando se atrevia a isso balbuciava poucas coisas sem nexo. não se sabe ao certo para onde vai, só de onde veio e de lá não fazia muita diferença. certas vezes erros tolos, por pura desatenção causavam reboliço. talvez seja por isso a sua quase inexistência.
desconforto era a sensação mais intensa, falta de paciência vez ou outra. só não havia mais vontade de estar ali. a readaptação tem sido difícil, assim como a possibilidade de explorar novos ares.
dia-a-dia comercial talvez seja mais difícil do que se imagina, ou será que o cansaço nos faz ficar menos suportável?
um dia, tudo mudou. havia uma nova pessoa nesse setor que por acasos da rotina tornou-se a maioral. a sala aumentou poucos metros e agora eram quatro mesas e quatro computadores. em pouco tempo, essas outras duas mesas já estavam ocupadas. no começo o clima era o mesmo, o mesmo não, parecido. ameno e parcialmente agradável. com os dias a percepção de que não somente a aparência física da sala mudou. os três novos integrantes desse pequeno quadrado de concreto eram diferentes, muito diferentes.
o observação alheia sempre foi uma constante e com isso a descoberta de que novos tempos, de fato, se aproximaram.
uma pessoa fazia questão de sempre, ao chegar, armar um sorriso largo e nítidamente forçado, que ela julgava contagiar ou até mesmo enganar os outros. engraçado era que aquilo parecia nunca enganar, desde o princípio de toda a transição. o sarcasmo era elemento constante, a mania de resmungar palavras soltas em voz alta também, as piadinhas com os outros e dos outros não fugiam à regra. percebia-se uma vontade, enorme, de sempre estar no topo, em destaque. um pé atrás, sempre era a recomendação.
outra havia chegado um pouco depois. parecia-se muito com a anterior. mas existem itens a acrescentar: mal humor nítido, prepotência e um olhar dilacerador ao modo de vestir alheio. não se sabia ao certo a que "ala" pertencia, causando um certo mistério e até deixando por opção a distância.
a terceira era praticamente um peso morto. não falava e quando se atrevia a isso balbuciava poucas coisas sem nexo. não se sabe ao certo para onde vai, só de onde veio e de lá não fazia muita diferença. certas vezes erros tolos, por pura desatenção causavam reboliço. talvez seja por isso a sua quase inexistência.
desconforto era a sensação mais intensa, falta de paciência vez ou outra. só não havia mais vontade de estar ali. a readaptação tem sido difícil, assim como a possibilidade de explorar novos ares.
dia-a-dia comercial talvez seja mais difícil do que se imagina, ou será que o cansaço nos faz ficar menos suportável?