pois é. às vezes a gente cansa e vê que as coisas mudam. e eu resolvi mudar. não não! não vou virar católica apostólica romana para alcançar a glória dos céus, não vou abandonar os meus bens materiais(?) e me juntar aos seguidores de alguma coisa que diz viver sem isso, não vou me entregar ao todo poderos jesus cristo e aparecer na canal da sara nossa terra todos os domingos durante o culto, não vou. eu não vou nada. só vou mudar isso aqui para ver se assim, aos poucos, eu consiga deixar de lado a preguiça de escrever e recupero o meu sacarsmo digital.
am ram. é sim. vou escrever mais o que apareça na minha cabeça e me pertube por mais de uma hora, pra ver se assim desentoco essas idéias vencidas do meu estoque mental.
a vida é feita de vícios. de uns a gente se livra e outros a gente carrega pra sempre. a minha lista é enorme, certamente daria umas três vezes do meu tamanho, que verticalmente não é muito mas horizontalmente anda crescendo numa velocidade absurda. sendo assim, alguns vícios são inseparáveis como o mínimo de 350 ml de um conteúdo líquido gasoso e negro por dia, como ouvir sempre uma mesma música todos os dias, como visitar alguns blogs e invejar a inteligência alheia, como observar figuras que passeiam pelas ruas e por aí vai. e vai e vai. na verdade definir se são vícios ou necessidades, já é algo além de meus fracassados pensamentos, mas é mais ou menos assim mesmo. vício e necessidade.
tenho vício de ler e não terminar, começar a ler e esquecer... mas tenho a necessidade de falar, de escrever e isso tem sido bloqueado há algum tempo, e não permitirei que além da preguiça física a mental me contamine ainda mais. retirar o encosto mais dorminhoco e empreguiçado do mundo que se apossou de meu corpo não tem sido uma batalha fácil, ando levando uma surra de travesseiro todos os dias. mas resolvi dar um basta na burrice. tchau preguiça pensadeira, escrevinhadeira! me mudei-me-me, agora você não me acha mais! e tenho dito!
sexta-feira, agosto 31, 2007
quarta-feira, agosto 29, 2007
terremoto
não bastavam mais apelos para que algo de novo virasse a vida do avesso. todas as preces, pedidos, promessas, lamúrias, lamentos... nada. nada disso surtia efeito para que a rotina massante sumisse de sua vida.
de casa para o trabalho às vezes a paisagem se mostrava diferente, no trabalho às vezes o telefonema trazia uma dúvida intrigante, no resto do tempo os amigos eram os mesmos, com os amigos os programas eram sempre os mesmos e de mesmos a vida já estava saturada.
o relógio no pulso mostrava exatamente todos os seus trajetos, como um mapa norteado pelo tempo. e nada se modificava.
queria ser um terremoto.
de casa para o trabalho às vezes a paisagem se mostrava diferente, no trabalho às vezes o telefonema trazia uma dúvida intrigante, no resto do tempo os amigos eram os mesmos, com os amigos os programas eram sempre os mesmos e de mesmos a vida já estava saturada.
o relógio no pulso mostrava exatamente todos os seus trajetos, como um mapa norteado pelo tempo. e nada se modificava.
queria ser um terremoto.
terça-feira, agosto 28, 2007
pensando em você
Eu estava ouvindo Edgar Scandurra hoje e imaginei nós dois em um vídeo, como quando estamos juntos, em imagem de Super 8. Sempre gostei do efeito dessa câmera, parecia que fazíamos parte de um capítulo de Anos Incríveis. Sempre gostei de Anos Incríveis, trazia uma sensação de que éramos parte daquilo, e no momento da minha imaginação estávamos lá, eu e você, pelo filme de uma Super 8.
Outro dia estava passeando por uns blogs e li umas coisas que morri de inveja, pois eu queria ter escrito daquele jeito pra você. Mesmo que eu tente sempre te dizer o que sinto da melhor forma que consigo, eu queria ter escrito daquele jeitinho pra você. Mesmo que você não entenda direito a minha letra, eu queria um dia conseguir reunir tudo o que sinto em palavras que se encaixem e não faltem em entendimento.
No caminho para o trabalho, ouvindo um cd antigo, surgiu uma música do Hoobastank mas que certamente você não iria gostar. Não importa. Fato é que lembrei de você no meio daquela fila de carros parados e isso me fez sorrir mais leve.
Teve também um dia em que o Corinthians resolveu ganhar uma partida, fez três gols. E lembrei de você, olha que quando falo de Corinthians não costumo dividir com mais nada os meus pensamentos. Não adianta, você é uma quebra de regra. Estava lá até quando o Timão resolveu me dar alegrias.
Acho que vou pensar em você quando tiver que enfrentar a fila da lotérica pra ficarmos ricos pela Mega Sena. Fazendo planos pra nós, quem sabe a tormenta de ficar em pé, numa fila gigante, escolhendo os números se torne mais agradável.
Lembro de você até quando leio o jornal, até em jornal de economia! Não tem jeito... Você está embrenhado em meus pensamentos.
E ontem eu estava pensando que pensava em você até quando estava pensando que não estava pensando.
Na próxima vez que descobrir alguma banda nova, vou fazer um comentário mental e imaginar a sua réplica.
Por certo pensarei ainda mais em você quando faltarem cada vez menos dias pra chegar o feriado. Na nossa lógica mais é menos e isso me conforta...
segunda-feira, agosto 27, 2007
tudo vai ficar bem
eram dias assim com o coração apertado. não aguentava mais ter e não saber, não ouvir, não falar, não estar... o sentimento sufocado pelo nó na garganta, estava monocromático. por dias seguidos a euforia de ver ali, ao lado, se transformara em agonia, lentidão. há quem saiba lidar com os defeitos, ela não sabia. fazia do seu melhor, o pior para amenizar o desconforto e assim se enterrava ainda mais em mágoas. daquilo tudo somava-se tristeza, culpa, solidão. sentimentos bonitos soterrados por uma maré de ondas ruins. o choro no vazio, o extremo sim, poque não? sofria por amor, pelo amor que por tantas vezes é irracional, sufoca, perde o tino. ela perdeu o seu e sofria por amor. distante...
há os que dizem que tudo vai ficar bem, só não se sabe se ela ficará também.
há os que dizem que tudo vai ficar bem, só não se sabe se ela ficará também.
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