eram dias assim com o coração apertado. não aguentava mais ter e não saber, não ouvir, não falar, não estar... o sentimento sufocado pelo nó na garganta, estava monocromático. por dias seguidos a euforia de ver ali, ao lado, se transformara em agonia, lentidão. há quem saiba lidar com os defeitos, ela não sabia. fazia do seu melhor, o pior para amenizar o desconforto e assim se enterrava ainda mais em mágoas. daquilo tudo somava-se tristeza, culpa, solidão. sentimentos bonitos soterrados por uma maré de ondas ruins. o choro no vazio, o extremo sim, poque não? sofria por amor, pelo amor que por tantas vezes é irracional, sufoca, perde o tino. ela perdeu o seu e sofria por amor. distante...
há os que dizem que tudo vai ficar bem, só não se sabe se ela ficará também.
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