ela sonhava em viver num mundo diferente, não num mundo sem miséria, que isso ela acredita ser irreal demais, quase um paraíso, mas num mundo dela, só dela, em que fosse o centro das atenções em certos dias.
ela sonhava poder acordar a hora que quisesse, na sua casa com dois quartos, uma sala, uma cozinha, um banheiro, uma varanda bem ilumidada e cheia de florzinhas coloridas e um quintal pra lá de grande com uma pscina pros dias de calor, com um puxadinho cheio de almofadas e uma lareira para os dias frios, quem sabe até uma hortinha, apesar dela odiar comidas verdes. em seu quarto, uma cama japonesa, uma arara, um som acompanhado de uma pilha enorme de cds, o que tem dentro daquelas caixinhas? os mais diferentes estilos, mas a maioria daquelas bandas mais loucas que a gente escuta só em filme europeu, francês, indiano, daquelas que tocam naqueles botecos mais esquisitos que só vão os cults egocêntricos da cidade. mas ela gostava tanto, tanto! que quando escutava, se sentia em outra realidade. um mundo seu. só seu... no outro quarto um laptop e várias coisinhas dessas modernas que dão um adianto na vida da gente, esse era um quarto colorido com uma cara de lan house, onde os amigos passavam as noites a beber, fumar e conversar. na sala uma tv e um dvd bastavam, a tela grande parecia cinema, apesar dela quase sempre dormir em filmes e sempre pertubar seus amigos pra contarem o final. na cozinha, tudo do mais prático, afinal ela nunca teve paciência de cozinhar e só achar que a comida dos outros era gostosa, mas a cozinha também viravao recanto dos amigos, sua casa não era sua, era dos amigos que faziam assim, virar a sua casa.
ela sonhava, sonhava só. queria poder trabalhar por uns dias e garantir o dinheiro do mês inteiro, viajava a trabalho, escrevia a trabalho e a vida encantava e confundia sua cabeça...
por aí ela vagava, conhecia, admirava. por aqui ela só viajava, viajava em novos mundos, em outras vidas, na sua realidade.
sua realidade era a que inventava pro momento, como se fosse um item em promoção na prateleira. ela pegava e levava pra si, assim fazia dele o melhor proveito, a sua maneira.
ela sonhava ainda pequenina, com o que o mundo um dia iria lhe oferecer. ele inteiro, todo ele pra descobrir do jeito que quisesse.
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