sexta-feira, dezembro 15, 2006

dentro de um estojo

queria eu poder fazer os dias do meu jeito. tirar de dentro do meu estojo as armas que fizessem as horas, as situações, os pensamentos um tanto menos complicados e mais diretos.
como com lapiseiras, que se escreve por não ter certeza do que virá, se calcula sempre sabendo que se pode errar e ainda assim não temer, pois ali do lado existe uma borracha que pode tudo apagar, e num assoprão o que era falho voa pra longe e se começa tudo de novo, ou até mesmo quando a carga acaba acrecenta-se mais um palito de grafite e desanda a escrever, calcular, prever... novamente.
como com canetas coloridas, dividindo a folha em tópicos, títulos, observações. cada coisa em sua categoria de importância, sublinhada, assinalada, em uma cor que diferencia seus valores e seus respectivos sentidos. disposta em uma folha assinalada regradamente, quem sabe assim a vida ainda que moldada, teria mais fluência.
como com canetinhas hidrocores, que contornam idéias dispostas a fluir como desenhos, rabiscos, códigos. mas que estão ali, para serem decifradas como bem pudessem por qualquer um que passar... sem demasiadas explicações, somente ali.
como com giz de cera ou lápis de cor, que preenchem de maneira uniforme aquele traçado, somente dando mais intensidade no que fora desenhado. para que não se passe assim, vago e sem conteúdo, sem graça, sem intenção.
dentro do meu estojo poderia haver a solução para a inquetudes da mente, cada objeto diposto ali dentro poderia substituir toda essa massa cefálica e aí sim fazer algum sentido.
interrogação, provação, argumentação... a todo momento, como se para viver fosse preciso mesmo alguma direção e não bastasse simplesmente fluir, categoricamente, como cada objeto e sua função guardados dentro de um estojo.

Um comentário:

Anônimo disse...

como sempre.. adorei.
:)

bjos Idelina!!