em um outro momento, queria se organizar para poder ter tempo para todos os seus feitos, os seus desejos, os seus medos.
queria poder acordar de manhã com calma, e não pular bruscamente da cama em um ato de desespero. seguir calmamente, despertando conforme o ritmo do dia, apreciando o sabor do café e do pão sem ter que engolir sem tossir, para não se atrasar.
queria estar em todos os lugares que lhe convidam, aproveitando as experiências como devem ser, novas ou velhas.
queria dirigir e não se irritar com quem anda muito rápido e lhe agonia, ou quem anda muito devagar e lhe incomoda por não usar a devida faixa para os carros lentos, queria guiar e observar tudo, meticulosamente.
queria pôr suas idéias em prática, sem que elas se perdessem ou deixassem pedaços com o tempo, queria inovar a sua vida e a vida de muita gente.
queria ver seus amigos, nos devidos ambientes diferentes, da maneira que se merece. com disposição de todos, em alegria plena, sem tempo para discussões de problemas ou tristezas.
queria conversar mais com seus pais, viajar com eles como nos tempos em que suas férias eram programadas com muita antecedência, em que o litoral era destino, por mais que a sensação pregante da água salgada lhe incomodasse.
queria ser quem bem entendesse, sem ligar para o que aquilo pudesse resultar no seu círculo social de trabalho, ou de faculdade.
queria não se entristecer ao ver tristeza nas ruas, nos sinais, embaixo das pontes, nos jornais.
queria ver tv e saber que nada daquilo era mentira, ou por parte parcial, queria saber que a verdade não é vergonha e sim virtude.
queria crer, crer no que fosse, em quem fosse, para nas horas de afliação sentir a sensação de paz que todos dizem conhecer.
queria que tudo que quisesse, dentro da sanidade, fosse possível e não deixasse seu coração apertado por não conseguir abraçar a todas suas vontades.
queria querer, poder querer.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário