há tempos que os dias são iguais, sem inquietude, aflições e afins a cabeça parece estagnar. a condição acomodada com o que tenho faz de minha mente uma caixa vazia a espera de novos conteúdos. faz um certo tempo que me sinto assim, desde que a vida profissional se "estabilizou", entre aspas pois estabilidade nesse caso é sinal de uma estacionada no tempo. deixei um estágio meia boca por não ser da minha área, passei para outro ainda mais meia boca financeiramente mas que talvez pudesse render frutos, trabalhei de madrugada, de manhã e estudei à noite até que a tal luz no fim do túnel surgiu. carteira assinada, um salário que me sustentava muito bem, desejos e mais desejos bestas realizados. mas a luz no fim do túnel trouxe o marasmo, a comodidade. o salário passou a ajudar nas despesas de casa, os imprevistos dos dias, a marginalidade enfim me atingiu e isso tudo foi fazendo o dinheiro ser contado nas mãos novamente. mas a questão não é material e sim pessoal, satisfação, prazer, sonhos, novamente esses quesitos começaram a se afastar. afinal o que mais é preciso para se estar bem consigo mesmo? tranquilidade em casa, no trabalho, na vida... e ainda assim pequenas reclamações. fato é que esse estado de inércia profissional afeta minha criatividade e sem ela acredito prosseguir nesse vazio mental. satisfação é um estado complexo, cheio de pequenos pedaços que dependem do tempo, do lugar, de nós... o que talvez seja a parte mais complicada dessa história.
quarta-feira, outubro 24, 2007
segunda-feira, outubro 15, 2007
sete pra oito
e hoje parece ontem, tudo aconteceu tão inesperadamente e passou como um flash. ontem foi quando comemoramos o ano novo, determinamos objetivos, esperamos por dias melhores. e quando notamos, hoje já é quase amanhã novamente.
dez meses se passaram de forma veloz, os dias seguiram de maneira robótica e pouco foi mudado. das suas metas, quais já alcançou? dos seus desejos, quais já realizou? das esperanças, quais deixaram de ser apenas vontades?
o ano se vai sem pausa, sem freio e talvez sem direção.
zero sete era um ano de grandes expectativas, era ou é, quem sabe... apenas sei que apesar das tardes se arrastarem como um caramujo, o ano passou. sim passou, dois meses são apenas de grande correria e expectativa. o que poderia ter mudado efetivamente, já deveria ter acontecido. onze e doze são apenas balanços, reflexões e novas esperanças.
foi ontem que coisas inimagináveis surgiram em meus dias, algumas se foram como apareceram, sem explicações. foi ontem que as amizades se fortaleceram ainda mais e também foi ontem que outras sumiram sem cerimônia. foi ontem que mais uma perda nos pegou de surpresa e deixou um vazio no que de pensar dói. foi ontem que a esperança ressurgiu no coração. foi ontem que tudo se repetiu e se renovou, assim contraditório mesmo.
apesar da lentidão das horas em alguns dias, hoje já é quase amanhã. sete já é quase oito e pouco, muito pouco foi o que mudou....
dez meses se passaram de forma veloz, os dias seguiram de maneira robótica e pouco foi mudado. das suas metas, quais já alcançou? dos seus desejos, quais já realizou? das esperanças, quais deixaram de ser apenas vontades?
o ano se vai sem pausa, sem freio e talvez sem direção.
zero sete era um ano de grandes expectativas, era ou é, quem sabe... apenas sei que apesar das tardes se arrastarem como um caramujo, o ano passou. sim passou, dois meses são apenas de grande correria e expectativa. o que poderia ter mudado efetivamente, já deveria ter acontecido. onze e doze são apenas balanços, reflexões e novas esperanças.
foi ontem que coisas inimagináveis surgiram em meus dias, algumas se foram como apareceram, sem explicações. foi ontem que as amizades se fortaleceram ainda mais e também foi ontem que outras sumiram sem cerimônia. foi ontem que mais uma perda nos pegou de surpresa e deixou um vazio no que de pensar dói. foi ontem que a esperança ressurgiu no coração. foi ontem que tudo se repetiu e se renovou, assim contraditório mesmo.
apesar da lentidão das horas em alguns dias, hoje já é quase amanhã. sete já é quase oito e pouco, muito pouco foi o que mudou....
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