há tempos que os dias são iguais, sem inquietude, aflições e afins a cabeça parece estagnar. a condição acomodada com o que tenho faz de minha mente uma caixa vazia a espera de novos conteúdos. faz um certo tempo que me sinto assim, desde que a vida profissional se "estabilizou", entre aspas pois estabilidade nesse caso é sinal de uma estacionada no tempo. deixei um estágio meia boca por não ser da minha área, passei para outro ainda mais meia boca financeiramente mas que talvez pudesse render frutos, trabalhei de madrugada, de manhã e estudei à noite até que a tal luz no fim do túnel surgiu. carteira assinada, um salário que me sustentava muito bem, desejos e mais desejos bestas realizados. mas a luz no fim do túnel trouxe o marasmo, a comodidade. o salário passou a ajudar nas despesas de casa, os imprevistos dos dias, a marginalidade enfim me atingiu e isso tudo foi fazendo o dinheiro ser contado nas mãos novamente. mas a questão não é material e sim pessoal, satisfação, prazer, sonhos, novamente esses quesitos começaram a se afastar. afinal o que mais é preciso para se estar bem consigo mesmo? tranquilidade em casa, no trabalho, na vida... e ainda assim pequenas reclamações. fato é que esse estado de inércia profissional afeta minha criatividade e sem ela acredito prosseguir nesse vazio mental. satisfação é um estado complexo, cheio de pequenos pedaços que dependem do tempo, do lugar, de nós... o que talvez seja a parte mais complicada dessa história.
quarta-feira, outubro 24, 2007
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Um comentário:
minha querida, se nem o Paraíso satisfez o homem... só não vá dar piti e escorrer a mente pela privada!
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