lembrei do que me esqueço...
me esqueço de beber água, pois a falta de gosto dela não me agrada e ainda tendo um copo ao alcance de minhas vistas, oito horas por dia, eu esqueço do quanto ela é necessária.
esqueço do quanto era bom, rotineiramente, despejar um turbilhão de palavras num papel em branco após o almoço para esvaziar a mente. talvez até tenha esquecido como se faz para ter satisfação por aquilo que se escreve, como se faz para ter vontade de que seus escritos sejam lidos, como se faz para questionar fatos cotidianos e deles esclarecer sem mais nem menos os motivos de inquietações.
já esqueci o quanto tinha disposição para suar, malhar, correr, treinar... ter a maior vontade que os dias do judô chegassem logo. esqueci que o kimono debaixo do braço era motivo de orgulho ao pegar o ônibus e atravessar o eixo monumental no sol de duas da tarde e ainda assim nem ligar para o calor.
esqueci o quanto era bom ir acampar no final de semana, passar frio, comer verdadeiras gororobas, virar noites em claro, bolar jingles e esquetes idiotas mas que nos divertiam e ainda acordar cedo na segunda-feira, com o corpo dolorido, as mãos cheias de bolhas por fazer amarras, uma cara de quem foi atropelada e mesmo assim querer que a dose se repetisse logo no próximo fim de semana.
esqueci o quanto tinha graça rabiscar a camiseta do colégio no fim do ano letivo, mesmo que ao chegar em casa levasse uma bronca da minha mãe pelo o uniforme ser o mesmo do próximo ano.
esqueci que não precisava mais de dez reais no bolso para que uma saída no fim de semana fosse memorável. que catuaba é ruim, mas com ela a necessária vontade de estar alcoolizada era resolvida.
esqueci o quanto a paquerinha de criança é gostosa, das cartinhas envergonhadas, da inocência disso tudo.
também me esqueci do quanto não ter responsabilidades é bom e que querer ter dezoito anos logo, só pra tirar cateira é uma bobagem sem fim.
esqueço todos os dias, de atentar-me aos meus pais e dar mais importância ao que eles dizem, mesmo que o discurso seja igual. esqueço de pensar o quanto eles fizeram e ainda fazem por mim, deixando de lado, às vezes, grande parte de suas vontades para me dar uma vida melhor do que a que eles tiveram, mesmo que isso seja o master do clichê.
esqueço de prestar atenção nas coisas pequenas, nos detalhes que fazem um dia, uma vida, uma relação melhor. esqueço de me priorizar nos aspectos mais relevantes deixando o que o mais cômodo tome conta.
esqueço de lembrar o que não posso esquecer...
me esqueço de beber água, pois a falta de gosto dela não me agrada e ainda tendo um copo ao alcance de minhas vistas, oito horas por dia, eu esqueço do quanto ela é necessária.
esqueço do quanto era bom, rotineiramente, despejar um turbilhão de palavras num papel em branco após o almoço para esvaziar a mente. talvez até tenha esquecido como se faz para ter satisfação por aquilo que se escreve, como se faz para ter vontade de que seus escritos sejam lidos, como se faz para questionar fatos cotidianos e deles esclarecer sem mais nem menos os motivos de inquietações.
já esqueci o quanto tinha disposição para suar, malhar, correr, treinar... ter a maior vontade que os dias do judô chegassem logo. esqueci que o kimono debaixo do braço era motivo de orgulho ao pegar o ônibus e atravessar o eixo monumental no sol de duas da tarde e ainda assim nem ligar para o calor.
esqueci o quanto era bom ir acampar no final de semana, passar frio, comer verdadeiras gororobas, virar noites em claro, bolar jingles e esquetes idiotas mas que nos divertiam e ainda acordar cedo na segunda-feira, com o corpo dolorido, as mãos cheias de bolhas por fazer amarras, uma cara de quem foi atropelada e mesmo assim querer que a dose se repetisse logo no próximo fim de semana.
esqueci o quanto tinha graça rabiscar a camiseta do colégio no fim do ano letivo, mesmo que ao chegar em casa levasse uma bronca da minha mãe pelo o uniforme ser o mesmo do próximo ano.
esqueci que não precisava mais de dez reais no bolso para que uma saída no fim de semana fosse memorável. que catuaba é ruim, mas com ela a necessária vontade de estar alcoolizada era resolvida.
esqueci o quanto a paquerinha de criança é gostosa, das cartinhas envergonhadas, da inocência disso tudo.
também me esqueci do quanto não ter responsabilidades é bom e que querer ter dezoito anos logo, só pra tirar cateira é uma bobagem sem fim.
esqueço todos os dias, de atentar-me aos meus pais e dar mais importância ao que eles dizem, mesmo que o discurso seja igual. esqueço de pensar o quanto eles fizeram e ainda fazem por mim, deixando de lado, às vezes, grande parte de suas vontades para me dar uma vida melhor do que a que eles tiveram, mesmo que isso seja o master do clichê.
esqueço de prestar atenção nas coisas pequenas, nos detalhes que fazem um dia, uma vida, uma relação melhor. esqueço de me priorizar nos aspectos mais relevantes deixando o que o mais cômodo tome conta.
esqueço de lembrar o que não posso esquecer...
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