sexta-feira, setembro 21, 2007

chove não molha...

E hoje é sexta-feira! o sexto dia da semana que tem cara de último, para muitos é motivo de alívio, de descanso... Mas a grande maioria vê no raiar desse dia a desculpa para transbordar o caneco. Para a minha humilde e dispensável opinião, sexta-feira é o dia em que percebo que nada mudou e que não existem previsões breves de mudança.
Era para ser o fim de uma sequência de fatos repetidos e chatos que começaram lá na segunda, que na verdade é o primeiro dia de uma semana sempre igual. Tudo segue assim, semanas, meses, anos que chegam ao fim e traçamos planos que raramente nem sequer tomam formas em papéis, talvez por isso se desfaçam no tempo de nossas mentes.
Sexta é o dia em que percebo que mais um final de semana sem opções agradáveis está prestes a acontecer nessa ilha, sexta é o dia em que o ânimo surge para o deguste de três ou quatro garrafas de antártica e a volta para casa na hora do Globo Repórter.
A vida, às vezes, é uma grande enrolação, fazemos tantas coisas sem saber os motivos e nem saber pra onde elas vão nos levar senão a um mesmo lugar. Há tempos em que estamos lotados de coisas a fazer e não vemos a hora delas acabarem e quando acabam, não aguentamos de tanto tédio atenuando a mesmisse. É agunstiante e certo que o ser humano necessita de doses homeopáticas de emoção, de intensa atividade cardíaca, de borboletas que dêm sinal de vida no estômago. Não é possível que exista alguém que consiga viver calmamente uma rotina. E assim de tempos em tempos, a vontade é que exista um terremoto.

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